Depois que a ASOS virou febre no Brasil, muitas de vocês que costumavam comprar pelo site devem ter percebido uma mudança na tributação dos produtos. Antes era o paraíso e agora muita gente desiste da compra quando é pego de surpresa pela taxa de quase 100% cobrada pela Receita.
Está se perguntando o que aconteceu?
É, colega… jogaram sabão no parquinho. Já indiquei a loja aqui no blog várias vezes e, para quem perguntava, sempre dizia que a forma mais segura era dividir seu pedido em vários (já que o frete é grátis), de modo que cada um não ultrapassasse U$50. Era uma forma de reduzir as chances de sua compra ser tributada.
Rola a lenda de que produtos até U$50 não são tributados, mas o que ninguém diz é que essa regra só é válida para quando o vendedor é pessoa física. Assim, a ASOS e muitas outras lojas virtuais gringas – que são pessoas jurídicas – estão fora dessa “aliviada”que a Receita Federal nos dá.
Mesmo assim, muitas e muitas compras feitas nessa e em outras lojas já passaram pelo filtro deles no passado, já que a tributação é basicamente feita por amostragem. O detalhe é que o volume dessas encomendas chegando no Brasil começou a aumentar e aumentar, até que a Receita resolveu prestar mais atenção.
Antigamente, quando déssemos o azar de ter uma compra tributada, sabíamos que o imposto não passaria de 60%, que era a taxa comum a ser aplicada. Agora não. A taxa que eles vêm cobrando é de 97%, quando não de 100%.
Por isso a ASOS, que já teve muitos produtos devolvidos pelos clientes no começo dessa mudança, agora os alerta na hora da compra e ainda entra em contato por telefone para confirmar se você está ciente do imposto e disposto a pagá-lo:
Nada mais justo… eles estavam tendo prejuízo com o valor do frete de retorno.
Então é isso. Para quem perguntou o que estava acontecendo com a ASOS, o critério da Receita está, sim, mais rígido. Nós provavelmente vamos pagar o imposto 90% das vezes, infelizmente. #chatiada














